Cesar Algusto Y Castro, 35 anos, piloto de asa delta a 13, é um dos pilotos gaúchos que vem num crescente muito grande nos últimos anos. Está sempre obtendo boas colocações não só no Campeonato Gaúcho, mas também em etapas do Campeonato Brasileiro, além de figurar entre os principais destaques do campeonato de distância livre Danton Leal. No ano de 2008 Cesar estará a frente do Departamento de Asa Delta da FGVL.
Aqui ele nos conta o que espera para este ano.
Expectativas frente a Departamento de Asa Delta da FGVL:
Quero tentar continuar o que o diretor anterior, Chris, tem feito. Uma gestão o mais democrática possível, com um campeonato de alto nível que além de definir o Campeão Gaúcho, sirva também para aumentar o entrosamento dos pilotos e como treinamento para as provas do Campeonato Brasileiro de 2008.
Expectativas para 2008 como piloto:
Quero participar de todos os campeonatos possíveis, no Estado e fora.
Tenho evoluído muito nos últimos anos mas tenho muito a aprender, e acredito que a melhor maneira para isso seja voando com pilotos de elite. Voando com eles se aprende a ser mais eficiente em vôo, a aproveitar melhor as térmicas e a altura de acordo com as condições do dia.
Opinião sobre o torneio Danton Leal:
Acho que é o campeonato de maior importância do Estado. Um pouco diferente de campeonatos de race (onde quem percorre um trajeto e chega primeiro em um gol vence), o piloto tem que ser mais racional, menos impulsivo e saber analisar melhor a condição do dia, pois frequentemente voa-se sozinho e por muitas horas, o que torna mais difícil o vôo. Acredito que seja ainda mais técnico que uma prova de race, além de melhorar em muito o desempenho em campeonatos.
O que pensa sobre o futuro da asa delta e o que poderia melhorar para o crescimento do esporte?
Acho que são muitos fatores que dificultam a entrada de novos pilotos. Um dos pontos que acho complicado nesse esporte é o custo. Ao contrário dos esportes populares, como o futebol onde qualquer menino com uma bola e muita força de vontade pode chegar a ganhar muito com isso, no vôo livre o custo é bastante alto desde o início e quase não temos retorno. E parece que vai ser cada vez mais complicado.
Então não adianta o cara ser viciado em vôo, viver pensando em voar se não tiver uma boa base financeira.
Outro problema que vejo é com a divulgação na mídia; quando são quebrados recordes estaduais, brasileiros e sul-americanos como fez André Wolf pouco se noticia, mas sempre que acontece algo de ruim como um acidente ou problemas com pilotos vemos até em rede nacional. Isso ajuda a manter aquela visão de que voar é muito arriscado, coisa de maluco. Hoje quem está no meio sabe que não é assim, os equipamentos novos oferecem muita segurança e tranqüilidade em vôo, além de um ótimo rendimento.
Não consigo ver a curto prazo um aumento significativo no numero de pilotos, mas acho que devemos fazer o máximo possível na divulgação do que acontece de bom no vôo, incentivar os pilotos de vôo duplo e instrutores, pois muitos que por curiosidade fazem um duplo acabam fazendo o curso também.
Cesar Castro